11 de maio de 2010

Saudade

Parece que há lágrimas que não secam nunca. Não sei de onde vêm , tão depressa, ditatoriais, impondo - se quando digo o teu nome, como paga pela veleidade de te enunciar, de te ir enunciando a medo, timidamente, anos depois da tua ausência ( teimam em dizer -me que morreste)

Continuo a ver - te na rua
e nos jardins
e no céu
e nos textos
e nos olhos de despedida do avô

Continuo a ouvir - te cantar e o teu riso habita a porta da tua casa
a tua gargalhada, aquela que me devolvia a alegria e resgatava sempre do sítio mais escuro onde estivesse

Ouves - me?

Sinto - te ao meu lado á lareira, sem trocarmos palavra, aos olhos, a fogueira vai ardendo, os nossos soluços sem idade, a noção da perda, da saudade que já sentíamos um do outro.

Lembro -me das tuas lágrimas - choravas muito por coisas bonitas, o mundo emocionava - te, ensinaste - me isso, esse arrepio de estarmos vivos e testemunharmos a beleza como um roubo, um assalto permitido, a alegria da desobediência, o imperativo de sermos felizes.

Lembro -me das tuas lágrimas- choravas quando se celebrava o amor, pleno, livre ou censurado, o amor verdadeiro, aquilo que nos move.


Não consigo enunciar o teu nome. Evoca -me as lágrimas ditatoriais. Procuro -te, sou pequenino outra vez, dá -me a mão, vamos passear.


Teimam em dizer -me que morreste

Como?! Se continuo a ver - te na rua?

7 de maio de 2010

Regresso

Acho que estou de volta aos posts. Não sei porquê nem por quanto tempo, mas provavelmente irá ser por pouco.


Suponho que depende do que haja por dizer de mim, para mim.

26 de julho de 2008

Momentos IV



Foi assim uma tarde tão boa...
Tão calma, tão despreocupada, tão relaxante, tão perfeita...

Quero mais assim...

14 de julho de 2008

Ayrton Senna II

"In a given day, in a given circunstance, you think you have a limit. And then you go for this limit, and you touch this limit and you think: Ok this is the limit!
As soon as you touch this limit, something happens in you. Then, you can go a litle bit further. You can push this limit.

And then, you can fly very high. "

Ayrton Senna




Porque foste, és, e serás sempre o melhor de todos os tempos.


A mim, dá-me arrepios só de ver o vídeo. Tão perfeito.

20 de junho de 2008

Momentos III

Conduzi quilómetros e quilómetros, a parei mesmo á tua porta. Quase sem querer.

Tive-te tantas vezes, mas mesmo assim quero mais. Sempre lá estive para ti quase sem retorno, mas mesmo assim...

Não me importo de passar todos os dias naquela esquina, debaixo de chuva ou sol, a olhar para tua casa, á procura daquela com o sorriso quebrado.

Pergunto se não queres ficar um pouco.

Atira pedras á janela do meu quarto, bate á minha porta. Porque foges? Quero fazer-te sentir bonita. (O que já és).

Inseguranças?

Nem tudo são arco-íris e borboletas, mas a porta está sempre aberta. Podes vir sempre que quiseres.

Sei onde te escondes, sozinha no carro, sei as coisas que fazem de ti quem és.

Sei que aquele adeus nada significa. Voltas e pedes para te apanhar cada vez que cais.

É o compromisso o que nos move.

4 de junho de 2008

Link (Off)

Fechou na passada 6ª feira o cibercafé Link. Aquele mítico café localizado mesmo em frente á ESAB.
Confesso que não deixei de sentir alguma nostalgia na hora da despedida. Tive o prazer de conhecer todos os donos e empregados daquele café e posso-me gabar que com todos eles me dei excelentemente bem. Fruto de todas aquelas horas que lá passei, claro está.
Confesso que fiquei bastante triste ao saber que ia fechar aquele sítio onde tantas pessoas conheci, aquele sítio onde todas as manhãs bebia café e lia o jornal, aquele sítio que tantas aulas substituiu, aquele sítio onde passei horas a fio a fazer maluqueiras com aqueles suspeitos do costume, aquele sítio onde tentei esquecer algumas tristezas, aquele sítio onde celebrei algumas das minhas maiores alegrias, aquele sítio carregado de memórias. Boas memórias.
Momentos, sorrisos, olhares, passagens, personagens, excelentes pessoas, outras nem tanto, carros, motas, conversas, silêncio... Tudo isto naquela esplanada.
Vou ter tantas saudades daquela esplanada.

E agora? Onde vou tomar o café matinal?

Volta por favor.

2 de junho de 2008

Rossi II


"Three in a row!"

23 de maio de 2008

Uma tarde daquelas

Hoje fiz algo que, infelizmente, já não fazia á algum tempo. Conduzir sem destino.
Fui almoçar ás cantinas, como é normal ás 6as feiras, mais aquele pessoal do costume. No fim, alguém perguntou:
-"Dás-me boleia Tiaguinho?";
-"Claro que sim!", respondi eu.
A caminho do Bairro Norton de Matos, passou-me algo pela cabeça e perguntei:
-"Queres ir dar uma volta? Apetece-me conduzir";
Do outro lado responde-me: -"E porque não?"; E, sem destino, lá fomos.
Andámos e andámos. Pelo meio houve de tudo. Piadas, "caretas", música e muita conversa. Conversas sérias e conversas descontraídas. Até houve agressões físicas ( das quais, eu não me vou esquecer =) ).
Quando finalmente parei o carro, estávamos de frente para o mar. Lindíssimo. Indescritível.
Sentámo-nos naquela esplanada que tantas recordações me deveria trazer. Bebemos e comemos. Rimo-nos. Molhámos os pés naquela água gélida. Tão bom.
Infelizmente, lá tivemos que regressar a casa. Mas nem isso me retirou o sorriso estampado na cara.
Hoje foi um dia, simplesmente, brutal.
Não sei se foi do simples facto de ter feito algo que á tanto tempo não fazia, ou de ter estado naquele lugar tão especial para mim. Quem sabe se não terá sido da companhia (que foi tão boa). Quem sabe se foi o conjugar de tudo isso. Não interessa.
Foi simplesmente brutal. Nem as recordações teimaram em vir á cabeça, como tem acontecido. (E ainda bem).


Gostei, e pronto!

19 de maio de 2008

6

Muitas pessoas já me perguntaram a razão pela qual ostento este mesmo número.

Como todos os números, este também tem a sua simbologia em diversos campos:
Matematicamente, é um número perfeito.
Religiosamente, foi no 6º dia que Deus criou o Homem. Foi também neste mesmo dia que criou a serpente.
Segundo a cultura chinesa, o número 6 é um número que traz sorte.
Está associado a uma expressão sinónima de morte ou fim de algo. Six feet under.
Existe uma teoria que, segundo a qual, não existem mais de seis degraus a separar duas pessoas no Mundo inteiro. (Estranho não?)
É o número de um suposto sentido sensorial extra. O 6º sentido.
É o número de cordas de uma guitarra.
Etc...

Poderia dizer que é devido a uma destas razões que uso este número. Mas não é.
A razão pela qual o uso só eu sei, e não tem nada a ver como matemática, religião, cultura ou mesmo teorias esquisitas. Aliás, mesmo para mim é que essa razão faz sentido.
Existe uma outra pessoa que a sabe. Não a compreende, mas sabe.

E assim se vai manter. Desconhecida para todos, vital para mim.

18 de maio de 2008

Rossi

Porque és grande, e porque contínuas a ser o meu ídolo...

Still a Champ to me mate!

17 de maio de 2008

Decisões

Mediante uma situação que, admito, me custou bastante a "engolir" tomei uma séria decisão: Esquecer.

Porque será que já não o fiz á mais tempo? Provavelmente porque não consegui. Ou então porque simplesmente não quis. Talvez tenham sido ambas as coisas.
Porque será que ainda acreditava que havia uma ténue esperança quando tudo me indicava para não ter?! Não sei. Provavelmente porque simplesmente era parvo e ingénuo.
Há tantas coisas que gostava de perceber e simplesmente não consigo.

De qualquer maneira, a partir de agora, já não importa. Tudo vai mudar. Tudo vai voltar aos bons velhos tempos. Sair, conhecer pessoas e lugares, voltar a ter noites simplesmente inesquecíveis, beber até cair, arrancar sem quê nem porquê para a Figueira para comer um simples gelado, voltar a passar longas tardes com amigos a fazer de tudo menos estudar, passar dias no "atelier" de volta de motas, voltar ás corridas (e que saudades que tenho delas), quero voltar a ser quem era. Quero estar bem comigo mesmo, quero ser feliz.

E vou ser.
"Garantidinho"

16 de maio de 2008

Momentos II

Hoje vi algo que já á muito tempo deveria ter visto. Tenho que admitir que custou. Bastante.

Nunca pensei que tivesse de saber através de algo tão banal como o hi5. Esperava no mínimo que me tivesses dito. Acho que por tudo o que passamos e pela nossa história, merecia saber por ti e não por um vulgar site na Internet.
Tremi ao ver aquelas palavras, um frio tremendo invadiu o meu corpo. Naquele momento tudo parou á minha volta.
E agora? Será que devo ficar triste? Ou magoado? Devo ficar chateado, ou simplesmente engolir em silêncio? Não!
Não vou ficar assim. Vou exprimir os meus votos de maior felicidade e seguir. Não posso, não quero e nem mereço ficar assim.

Vou sair daqui. Sinto-me sufocado. A partir de agora tudo muda, nada voltará a ser o mesmo. Vou esquecer. Vou ser feliz.

Porque afinal, também mereço.

7 de maio de 2008

Mudança

Insisto em gostar de ti. Insisto em não te esquecer. A esperança de um dia tudo voltar a ser como foi turva-me a visão.
Pensar em ti faz-me mal, ver-te faz ainda pior. Entro no quarto e vejo-te por todo o lado. Fotos, candeeiros, folhas soltas com coisas escritas por ti, tampas de iogurte, cds, roupas, e tantas mais coisas minúsculas que em tempos me deste para não me esquecer de ti. E na verdade não consigo mesmo esquecer.

Hoje vou tirar tudo. Não vou mais entrar no quarto e ver-te. Quero ver paredes brancas, vazias. Quero poder não pensar em ti. Quero poder seguir atrás da tão procurada felicidade ( que em tempo foste tu que me deste). Não quero sentir o teu cheiro quando adormeço. Não quero imaginar-te ao meu lado quando acordo. Não quero estar assim.

Numa altura em que deveria ser a pessoa mais feliz do mundo, na verdade não o sou. Não enquanto continuar á espera de algo que já á muito terminou.

Hoje vou mudar de rumo, não vou pensar em ti, não vou sonhar contigo, não vou acordar amanha á espera de ver algo teu no meu telemóvel. Não, não não!
Não vou mais ficar á espera de um mágico encontro inesperado em que os nossos lábios se toquem como que por milagre. Não vou! Isso acabou.
Por muito que me queira enganar a mim, hoje não o vou fazer.


Hoje vou ser feliz.






Esperemos que amanha também...

6 de maio de 2008

Amigos

Ontem fui a (mais) uma consulta com o Dr. Orlando na qual ele me disse mais uma vez: "Está tudo negativo, não tens que te preocupar!". Não sei bem porque,até porque o médico diz para não o fazer, mas teimo em preocupar-me. Desde o dia 4 de Fevereiro que não me preocupo com outra coisa.
Relembrando essa fatídica noite não consigo deixar de pensar no quanto significam os verdadeiros amigos.
Seria de esperar que após essa mesma noite teria o apoio quase óbvio e certo de certas e determinadas pessoas, mas na verdade asim não aconteceu. Pelo menos de algumas delas.
Existiu uma palavra de apoio inicial como seria de esperar, mas depois disso... Nada. Aquelas certas e determinadas pessoas de quem eu estava a espera uma preocupação "quase constante" não a tiveram. Nem constante nem inconstante. Pura e simplesmente não a tiveram.
Ingenuidade minha? Talvez. Mas, como sempre, tudo tem um lado positivo. E esta situação não foi excepção.
Algumas daquelas pessoas de quem eu estava a espera que estivessem sempre a meu lado na realidade não estiveram, mas por outro lado estiveram outras de quem, muito sinceramente não estava minimamente á espera. Amigos.
Amigos á muito perdidos. Perdidos por culpa do tempo, da distância, dos caminhos que seguimos separados e das opções de vida escolhidas.
Amigos que até só souberam uma semana ou duas depois, e que mesmo assim ligaram, apareceram e ofereceram todo o seu apoio. Amigos perdidos á anos e que não hesitaram em dizer "Estou aqui!" mesmo passados meses da dita noite. Amigos que até á altura eram simples colegas e que me conseguiram fazer sorrir quando isso parecia impossível. Para eles o meu mais profundo OBRIGADO!.


Especialmente para ti =)

15 de março de 2008

Momentos I



The Kill

What if I wanted to break
LAUGH IT ALL OFF IN YOUR FACE
What would you do? (Oh, oh)
What if I fell to the floor
Couldn't take all this anymore
What would you do, do, do?

Come break me down
BURY ME, BURY ME
I am FINISHED with you

What if I wanted to fight
Beg for the rest of my life
What would you do?
You say you wanted more
What are you waiting for?
I'm not running from you (from you)

Come break me down
BURY ME, BURY ME
I am FINISHED with you
Look in my eyes
YOU'RE KILLING ME, KILLING ME
All I wanted was you

I TRIED TO BE SOMEONE ELSE
But nothing seemed to change
I know now, THIS IS WHO I REALLY AM INSIDE.
Finally found myself
Fighting for a chance.
I know now, THIS IS WHO I REALLY AM.

Ah, ah
Oh, oh
Ah, ah

Come break me down
BURY ME, BURY ME
I am FINISHED with you
Look in my eyes
YOU'RE KILLING ME, KILLING ME
All I wanted was you

Come break me down (bury me, bury me)
Break me down (bury me, bury me)
Break me down (bury me, bury me)

(You say you wanted more)
What if I wanted to break...?
(What are you waiting for?)
Bury me, bury me
(I'm not running from you)
What if I
What if I
What if I
What if I
Bury me, bury me

4 de março de 2008

Primavera De Destroços

Caio nesses olhos apáticos
Caio nesse hipnótico abraço
Desta viagem entre flores plásticas (flores plásticas)
E coloridas manhãs de aço (manhãs de aço)

Viveremos tudo revoltosos
Nesta Primavera de destroços
Sem dor, sem rancor, sem remorsos (sem remorsos)
Nesta Primavera de destroços (de destroços)

Adolfo Luxúria Canibal

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Porque este álbum marcou a minha vida vida de uma maneira muito peculiar... Á muito muito tempo...

27 de fevereiro de 2008

Simple Pleasures...

Acordo tarde. Primeiros pensamentos do dia deixam-me amuado. Os medicamentos da noite anterior deixam-me enjoado. Normal nestes últimos dias...Abro a janela e deparo-me com um sol maravilhoso, radiante e quente. Sem grande vontade lá saio da cama. Banho, roupa, pequeno-almoço,medicamentos e sigo para as aulas com aquela vontade do costume: Zero. Hoje não me apetece, (irresponsávelmente) não vou. Depois compenso.
Vou até ao link. Café, paleio, uma mensagem no telemóvel: "Puto vamos a uma manguinha?"; Respondo eu: "Certamente!" ; Arranco para a Pedrulha, talvez me faça bem. E fez.
Volto para casa. Almoço, café, paleio, e pelo meio a má disposição volta. Normal. Nova mensagem no telemóvel: "Biklas, siga á figueira já! Não tens desculpa!". Pensei: E porque não?
Acompanhado por pessoas que, até á bem pouco tempo eram simples colegas, lá fui. Sentámo-nos na esplanada da Emanha... Gelados para todos. Uma hora de conversa sobre o tema que me virou a vida do avesso. Boa conversa. Apesar de alguns deles me serem algo estranhos, falei abertamente e sem complexos. Gostei.
"Vamos aquele café na praia..." alguém disse. Lá fomos.Finos para quase todos, sumo para os outros, água para mim. Mais conversa sobre alguns temas sérios, e outros nem tanto. De repente deparo-me num estado que já não me era conhecido á algum tempo. Despreocupação. Fomos passear até á beira mar. Brincámos, rimo-nos, fizemos parvoeiras, relembrámos a infância. Voltámos a Coimbra.
Pelo caminho pensei: "Como é possível? Acordei mal disposto e amuado, e agora estou aqui feliz da vida. Não percebo." Mais tarde percebi.
Prazeres simples, foi a resposta que encontrei. As amigas e amigos (que eram apenas colegas), os gelados, a conversa, o olhar para aquele mar que tantas recordações me trás, aquela pequena cidade do litoral que em tempos me foi tão querida, o sol a bater na cara aquecendo o corpo, a despreocupação, a liberdade, aquela troca de olhares, aquela troca de ideias, aqueles risos inocentes... E tantas mais coisas. Coisas simples, a que normalmente não dou importância, mas que hoje mudaram o meu dia por completo e me fizeram feliz.
Esta tarde não pensei nela, não pensei na faculdade, não pensei no trabalho, não pensei em consultas e hospitais. Esta tarde fui feliz.
Os prazeres simples da vida fizeram-me mais feliz.

E vocês também. Obrigado

26 de fevereiro de 2008

E assim começa...

Assim começa o meu blog. Algo que já planeava fazer á algum tempo.
Não tem um objectivo, não tem um público (e ainda bem), não tem um significado profundo nem bonito e muito provavelmete vai ter uma curta duração. Vai ser apenas um espaço de pensamentos pessoais,
No fundo, vai servir também como forma de expressão e, quem sabe, talvez como forma de "escape". E bem que preciso desse "escape"...