23 de maio de 2008

Uma tarde daquelas

Hoje fiz algo que, infelizmente, já não fazia á algum tempo. Conduzir sem destino.
Fui almoçar ás cantinas, como é normal ás 6as feiras, mais aquele pessoal do costume. No fim, alguém perguntou:
-"Dás-me boleia Tiaguinho?";
-"Claro que sim!", respondi eu.
A caminho do Bairro Norton de Matos, passou-me algo pela cabeça e perguntei:
-"Queres ir dar uma volta? Apetece-me conduzir";
Do outro lado responde-me: -"E porque não?"; E, sem destino, lá fomos.
Andámos e andámos. Pelo meio houve de tudo. Piadas, "caretas", música e muita conversa. Conversas sérias e conversas descontraídas. Até houve agressões físicas ( das quais, eu não me vou esquecer =) ).
Quando finalmente parei o carro, estávamos de frente para o mar. Lindíssimo. Indescritível.
Sentámo-nos naquela esplanada que tantas recordações me deveria trazer. Bebemos e comemos. Rimo-nos. Molhámos os pés naquela água gélida. Tão bom.
Infelizmente, lá tivemos que regressar a casa. Mas nem isso me retirou o sorriso estampado na cara.
Hoje foi um dia, simplesmente, brutal.
Não sei se foi do simples facto de ter feito algo que á tanto tempo não fazia, ou de ter estado naquele lugar tão especial para mim. Quem sabe se não terá sido da companhia (que foi tão boa). Quem sabe se foi o conjugar de tudo isso. Não interessa.
Foi simplesmente brutal. Nem as recordações teimaram em vir á cabeça, como tem acontecido. (E ainda bem).


Gostei, e pronto!

19 de maio de 2008

6

Muitas pessoas já me perguntaram a razão pela qual ostento este mesmo número.

Como todos os números, este também tem a sua simbologia em diversos campos:
Matematicamente, é um número perfeito.
Religiosamente, foi no 6º dia que Deus criou o Homem. Foi também neste mesmo dia que criou a serpente.
Segundo a cultura chinesa, o número 6 é um número que traz sorte.
Está associado a uma expressão sinónima de morte ou fim de algo. Six feet under.
Existe uma teoria que, segundo a qual, não existem mais de seis degraus a separar duas pessoas no Mundo inteiro. (Estranho não?)
É o número de um suposto sentido sensorial extra. O 6º sentido.
É o número de cordas de uma guitarra.
Etc...

Poderia dizer que é devido a uma destas razões que uso este número. Mas não é.
A razão pela qual o uso só eu sei, e não tem nada a ver como matemática, religião, cultura ou mesmo teorias esquisitas. Aliás, mesmo para mim é que essa razão faz sentido.
Existe uma outra pessoa que a sabe. Não a compreende, mas sabe.

E assim se vai manter. Desconhecida para todos, vital para mim.

18 de maio de 2008

Rossi

Porque és grande, e porque contínuas a ser o meu ídolo...

Still a Champ to me mate!

17 de maio de 2008

Decisões

Mediante uma situação que, admito, me custou bastante a "engolir" tomei uma séria decisão: Esquecer.

Porque será que já não o fiz á mais tempo? Provavelmente porque não consegui. Ou então porque simplesmente não quis. Talvez tenham sido ambas as coisas.
Porque será que ainda acreditava que havia uma ténue esperança quando tudo me indicava para não ter?! Não sei. Provavelmente porque simplesmente era parvo e ingénuo.
Há tantas coisas que gostava de perceber e simplesmente não consigo.

De qualquer maneira, a partir de agora, já não importa. Tudo vai mudar. Tudo vai voltar aos bons velhos tempos. Sair, conhecer pessoas e lugares, voltar a ter noites simplesmente inesquecíveis, beber até cair, arrancar sem quê nem porquê para a Figueira para comer um simples gelado, voltar a passar longas tardes com amigos a fazer de tudo menos estudar, passar dias no "atelier" de volta de motas, voltar ás corridas (e que saudades que tenho delas), quero voltar a ser quem era. Quero estar bem comigo mesmo, quero ser feliz.

E vou ser.
"Garantidinho"

16 de maio de 2008

Momentos II

Hoje vi algo que já á muito tempo deveria ter visto. Tenho que admitir que custou. Bastante.

Nunca pensei que tivesse de saber através de algo tão banal como o hi5. Esperava no mínimo que me tivesses dito. Acho que por tudo o que passamos e pela nossa história, merecia saber por ti e não por um vulgar site na Internet.
Tremi ao ver aquelas palavras, um frio tremendo invadiu o meu corpo. Naquele momento tudo parou á minha volta.
E agora? Será que devo ficar triste? Ou magoado? Devo ficar chateado, ou simplesmente engolir em silêncio? Não!
Não vou ficar assim. Vou exprimir os meus votos de maior felicidade e seguir. Não posso, não quero e nem mereço ficar assim.

Vou sair daqui. Sinto-me sufocado. A partir de agora tudo muda, nada voltará a ser o mesmo. Vou esquecer. Vou ser feliz.

Porque afinal, também mereço.

7 de maio de 2008

Mudança

Insisto em gostar de ti. Insisto em não te esquecer. A esperança de um dia tudo voltar a ser como foi turva-me a visão.
Pensar em ti faz-me mal, ver-te faz ainda pior. Entro no quarto e vejo-te por todo o lado. Fotos, candeeiros, folhas soltas com coisas escritas por ti, tampas de iogurte, cds, roupas, e tantas mais coisas minúsculas que em tempos me deste para não me esquecer de ti. E na verdade não consigo mesmo esquecer.

Hoje vou tirar tudo. Não vou mais entrar no quarto e ver-te. Quero ver paredes brancas, vazias. Quero poder não pensar em ti. Quero poder seguir atrás da tão procurada felicidade ( que em tempo foste tu que me deste). Não quero sentir o teu cheiro quando adormeço. Não quero imaginar-te ao meu lado quando acordo. Não quero estar assim.

Numa altura em que deveria ser a pessoa mais feliz do mundo, na verdade não o sou. Não enquanto continuar á espera de algo que já á muito terminou.

Hoje vou mudar de rumo, não vou pensar em ti, não vou sonhar contigo, não vou acordar amanha á espera de ver algo teu no meu telemóvel. Não, não não!
Não vou mais ficar á espera de um mágico encontro inesperado em que os nossos lábios se toquem como que por milagre. Não vou! Isso acabou.
Por muito que me queira enganar a mim, hoje não o vou fazer.


Hoje vou ser feliz.






Esperemos que amanha também...

6 de maio de 2008

Amigos

Ontem fui a (mais) uma consulta com o Dr. Orlando na qual ele me disse mais uma vez: "Está tudo negativo, não tens que te preocupar!". Não sei bem porque,até porque o médico diz para não o fazer, mas teimo em preocupar-me. Desde o dia 4 de Fevereiro que não me preocupo com outra coisa.
Relembrando essa fatídica noite não consigo deixar de pensar no quanto significam os verdadeiros amigos.
Seria de esperar que após essa mesma noite teria o apoio quase óbvio e certo de certas e determinadas pessoas, mas na verdade asim não aconteceu. Pelo menos de algumas delas.
Existiu uma palavra de apoio inicial como seria de esperar, mas depois disso... Nada. Aquelas certas e determinadas pessoas de quem eu estava a espera uma preocupação "quase constante" não a tiveram. Nem constante nem inconstante. Pura e simplesmente não a tiveram.
Ingenuidade minha? Talvez. Mas, como sempre, tudo tem um lado positivo. E esta situação não foi excepção.
Algumas daquelas pessoas de quem eu estava a espera que estivessem sempre a meu lado na realidade não estiveram, mas por outro lado estiveram outras de quem, muito sinceramente não estava minimamente á espera. Amigos.
Amigos á muito perdidos. Perdidos por culpa do tempo, da distância, dos caminhos que seguimos separados e das opções de vida escolhidas.
Amigos que até só souberam uma semana ou duas depois, e que mesmo assim ligaram, apareceram e ofereceram todo o seu apoio. Amigos perdidos á anos e que não hesitaram em dizer "Estou aqui!" mesmo passados meses da dita noite. Amigos que até á altura eram simples colegas e que me conseguiram fazer sorrir quando isso parecia impossível. Para eles o meu mais profundo OBRIGADO!.


Especialmente para ti =)