23 de julho de 2010

Untitled IV

Velhas memórias. Boas memórias.




Desde quase sempre, uma das favoritas.

19 de julho de 2010

O adeus.

Um fim de semana que era suposto ser de calma e descontração, acabou por ser tudo menos isso. Aquela chamada com a devastadora notícia congelou o meu sangue. Abalou-me profundamente.

É estranho saber que não vou voltar a beber um copo contigo, a ver o teu sorriso irreverente, a tua boa disposição, a tua alegria quando falávamos sobre aquele amor que partilhamos pelas duas rodas. Vou guardar essa imagem de ti.

Partiste cedo demais e sem aviso. Não é justo, não merecias.
Gosto de pensar que partiste feliz.

Amanhã é o último adeus. Num gesto que só nós entendemos, vamos todos de mota para uma última homenagem que mereces e que tenho a certeza que irias gostar. Gostava de te prometer que ninguém vai chorar porque era isso que irias querer. Infelizmente, não vai ser possivel. Todos vamos chorar a tua partida. Choro ao escrever-te estas palavras.

Amanhã, todos te vão dizer adeus. Eu não.
Eu, no fim, vou sorrir e murmurar um "até já".

Até um dia destes caro amigo. Onde quer que estejas, descansa em paz, e espera por nós para uma última corrida.

Um abraço forte.

16 de julho de 2010

Untitled III


A partir de agora, para ti, é assim...





Podes vir a qualquer hora
Cá estarei para te ouvir
O que tenho para fazer
Posso fazer a seguir

Podes vir quando quiseres
Já fui onde tinha de ir
Resolvi os compromissos
agora só te quero ouvir

Podes-me interromper
e contar a tua história
Do dia que aconteceu
A tua pequena glória
O teu pequeno troféu

Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo

Houve um tempo em que julguei
Que o valor do que fazia
Era tal que se eu parasse
o mundo à volta ruía

E tu vinhas e falavas
falavas e eu não ouvia
E depois já nem falavas
E eu já mal te conhecia

Agora em tudo o que faço
O tempo é tão relativo
Podes vir por um abraço
Podes vir sem ter motivo
Tens em mim o teu espaço

Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo

12 de julho de 2010

Untitled II

Teimo em depositar falsas esperanças em quem não as merece. Teimo em depositar confiança nas pessoas que não a merecem. Teimo em ser ingénuo.

É nestas alturas que me lembro de ti. Lembro-me da tua cara, do teu sorriso, da tua determinação e força. Lembro-me do tempo em que estiveste sempre presente para mim. Dia e noite. Não me lembro de alguma vez me teres desiludido.
Dois anos passaram desde a última vez que falámos. Dois anos desde que passámos a ser estranhos um para o outro. Dois anos desde a última vez que escrevi sobre ti.
Escrevi, mas não devia ter escrito. Disse coisas sem o mínimo sentido. O orgulho falou mais alto e magoei-te ainda mais. Sabia perfeitamente que a culpa do nosso
desentendimento era única e exclusivamente minha e mesmo assim não hesitei em culpar-te a ti. E, como se isso não bastasse, recusei-me a pedir desculpa. Conheço-te desde que éramos crianças e não tive a humildade de admitir o meu erro.
Queria tanto voltar atrás. Queria tanto ter-te aqui. Não por ser agora nem por precisar pois já tenho saudades tuas há imenso tempo. Só porque sinto a tua falta, só porque gostava de te ter de volta.

Conheço muita gente que passa a vida a dizer : "
Só me arrependo do que não fiz!" (para mim essa frase não passa disso mesmo, uma frase) Já eu, arrependo-me de milhares de coisas que fiz no passado, mas sem dúvida alguma, o que aconteceu connosco é a que me arrependo mais.
Abdicava do que fosse preciso para ter a tua amizade. Sem pestanejar.


Nunca to disse durante este tempo todo, mas mesmo sabendo que não vais ler estas palavras tolas, nem tão pouco pensar nisso, desculpa.

Desculpa pelo meu orgulho estúpido, desculpa por te ter magoado, desculpa por ter falhado perante ti. Podia ter falhado perante outra pessoa qualquer que não me ia importar, mas perante ti não. Não podia mesmo. E principalmente, desculpa por não me ter desculpado.