Música que faz tanto, mas tanto sentido.
27 de setembro de 2010
5 de setembro de 2010
23 de julho de 2010
Untitled IV
Velhas memórias. Boas memórias.
Desde quase sempre, uma das favoritas.
by Biklas 2 comentários
19 de julho de 2010
O adeus.
Um fim de semana que era suposto ser de calma e descontração, acabou por ser tudo menos isso. Aquela chamada com a devastadora notícia congelou o meu sangue. Abalou-me profundamente.
É estranho saber que não vou voltar a beber um copo contigo, a ver o teu sorriso irreverente, a tua boa disposição, a tua alegria quando falávamos sobre aquele amor que partilhamos pelas duas rodas. Vou guardar essa imagem de ti.
Partiste cedo demais e sem aviso. Não é justo, não merecias.
Gosto de pensar que partiste feliz.
Amanhã é o último adeus. Num gesto que só nós entendemos, vamos todos de mota para uma última homenagem que mereces e que tenho a certeza que irias gostar. Gostava de te prometer que ninguém vai chorar porque era isso que irias querer. Infelizmente, não vai ser possivel. Todos vamos chorar a tua partida. Choro ao escrever-te estas palavras.
Amanhã, todos te vão dizer adeus. Eu não.
Eu, no fim, vou sorrir e murmurar um "até já".
Até um dia destes caro amigo. Onde quer que estejas, descansa em paz, e espera por nós para uma última corrida.
Um abraço forte.
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16 de julho de 2010
Untitled III
A partir de agora, para ti, é assim...
Podes vir a qualquer hora
Cá estarei para te ouvir
O que tenho para fazer
Posso fazer a seguir
Podes vir quando quiseres
Já fui onde tinha de ir
Resolvi os compromissos
agora só te quero ouvir
Podes-me interromper
e contar a tua história
Do dia que aconteceu
A tua pequena glória
O teu pequeno troféu
Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo
Houve um tempo em que julguei
Que o valor do que fazia
Era tal que se eu parasse
o mundo à volta ruía
E tu vinhas e falavas
falavas e eu não ouvia
E depois já nem falavas
E eu já mal te conhecia
Agora em tudo o que faço
O tempo é tão relativo
Podes vir por um abraço
Podes vir sem ter motivo
Tens em mim o teu espaço
Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo
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12 de julho de 2010
Untitled II
Teimo em depositar falsas esperanças em quem não as merece. Teimo em depositar confiança nas pessoas que não a merecem. Teimo em ser ingénuo.
É nestas alturas que me lembro de ti. Lembro-me da tua cara, do teu sorriso, da tua determinação e força. Lembro-me do tempo em que estiveste sempre presente para mim. Dia e noite. Não me lembro de alguma vez me teres desiludido.
Dois anos passaram desde a última vez que falámos. Dois anos desde que passámos a ser estranhos um para o outro. Dois anos desde a última vez que escrevi sobre ti.
Escrevi, mas não devia ter escrito. Disse coisas sem o mínimo sentido. O orgulho falou mais alto e magoei-te ainda mais. Sabia perfeitamente que a culpa do nosso desentendimento era única e exclusivamente minha e mesmo assim não hesitei em culpar-te a ti. E, como se isso não bastasse, recusei-me a pedir desculpa. Conheço-te desde que éramos crianças e não tive a humildade de admitir o meu erro.
Queria tanto voltar atrás. Queria tanto ter-te aqui. Não por ser agora nem por precisar pois já tenho saudades tuas há imenso tempo. Só porque sinto a tua falta, só porque gostava de te ter de volta.
Conheço muita gente que passa a vida a dizer : "Só me arrependo do que não fiz!" (para mim essa frase não passa disso mesmo, uma frase) Já eu, arrependo-me de milhares de coisas que fiz no passado, mas sem dúvida alguma, o que aconteceu connosco é a que me arrependo mais.
Abdicava do que fosse preciso para ter a tua amizade. Sem pestanejar.
Nunca to disse durante este tempo todo, mas mesmo sabendo que não vais ler estas palavras tolas, nem tão pouco pensar nisso, desculpa.
Desculpa pelo meu orgulho estúpido, desculpa por te ter magoado, desculpa por ter falhado perante ti. Podia ter falhado perante outra pessoa qualquer que não me ia importar, mas perante ti não. Não podia mesmo. E principalmente, desculpa por não me ter desculpado.
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9 de junho de 2010
Untitled I
Confesso que ultimamente não tenho passado grande tempo com amigos. Não são aqueles com quem estou todos os dias, não. A grande maioria desses são apenas "conhecidos" e colegas de trabalho. Para grande tristeza minha, com os Amigos não tenho convivido.
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11 de maio de 2010
Saudade
Parece que há lágrimas que não secam nunca. Não sei de onde vêm , tão depressa, ditatoriais, impondo - se quando digo o teu nome, como paga pela veleidade de te enunciar, de te ir enunciando a medo, timidamente, anos depois da tua ausência ( teimam em dizer -me que morreste)
Continuo a ver - te na rua
e nos jardins
e no céu
e nos textos
e nos olhos de despedida do avô
Continuo a ouvir - te cantar e o teu riso habita a porta da tua casa
a tua gargalhada, aquela que me devolvia a alegria e resgatava sempre do sítio mais escuro onde estivesse
Ouves - me?
Sinto - te ao meu lado á lareira, sem trocarmos palavra, aos olhos, a fogueira vai ardendo, os nossos soluços sem idade, a noção da perda, da saudade que já sentíamos um do outro.
Lembro -me das tuas lágrimas - choravas muito por coisas bonitas, o mundo emocionava - te, ensinaste - me isso, esse arrepio de estarmos vivos e testemunharmos a beleza como um roubo, um assalto permitido, a alegria da desobediência, o imperativo de sermos felizes.
Lembro -me das tuas lágrimas- choravas quando se celebrava o amor, pleno, livre ou censurado, o amor verdadeiro, aquilo que nos move.
Teimam em dizer -me que morreste
Como?! Se continuo a ver - te na rua?
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7 de maio de 2010
Regresso
Acho que estou de volta aos posts. Não sei porquê nem por quanto tempo, mas provavelmente irá ser por pouco.
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