27 de setembro de 2010

A melancolia





Música que faz tanto, mas tanto sentido.

5 de setembro de 2010

Shoya Tomizawa





10/12/1990 - 5/9/2010

Mais uma estrela no céu.

"Ride hard, die proudly."

23 de julho de 2010

Untitled IV

Velhas memórias. Boas memórias.




Desde quase sempre, uma das favoritas.

19 de julho de 2010

O adeus.

Um fim de semana que era suposto ser de calma e descontração, acabou por ser tudo menos isso. Aquela chamada com a devastadora notícia congelou o meu sangue. Abalou-me profundamente.

É estranho saber que não vou voltar a beber um copo contigo, a ver o teu sorriso irreverente, a tua boa disposição, a tua alegria quando falávamos sobre aquele amor que partilhamos pelas duas rodas. Vou guardar essa imagem de ti.

Partiste cedo demais e sem aviso. Não é justo, não merecias.
Gosto de pensar que partiste feliz.

Amanhã é o último adeus. Num gesto que só nós entendemos, vamos todos de mota para uma última homenagem que mereces e que tenho a certeza que irias gostar. Gostava de te prometer que ninguém vai chorar porque era isso que irias querer. Infelizmente, não vai ser possivel. Todos vamos chorar a tua partida. Choro ao escrever-te estas palavras.

Amanhã, todos te vão dizer adeus. Eu não.
Eu, no fim, vou sorrir e murmurar um "até já".

Até um dia destes caro amigo. Onde quer que estejas, descansa em paz, e espera por nós para uma última corrida.

Um abraço forte.

16 de julho de 2010

Untitled III


A partir de agora, para ti, é assim...





Podes vir a qualquer hora
Cá estarei para te ouvir
O que tenho para fazer
Posso fazer a seguir

Podes vir quando quiseres
Já fui onde tinha de ir
Resolvi os compromissos
agora só te quero ouvir

Podes-me interromper
e contar a tua história
Do dia que aconteceu
A tua pequena glória
O teu pequeno troféu

Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo

Houve um tempo em que julguei
Que o valor do que fazia
Era tal que se eu parasse
o mundo à volta ruía

E tu vinhas e falavas
falavas e eu não ouvia
E depois já nem falavas
E eu já mal te conhecia

Agora em tudo o que faço
O tempo é tão relativo
Podes vir por um abraço
Podes vir sem ter motivo
Tens em mim o teu espaço

Todo o tempo do mundo
para ti tenho todo o tempo do mundo
Todo o tempo do mundo

12 de julho de 2010

Untitled II

Teimo em depositar falsas esperanças em quem não as merece. Teimo em depositar confiança nas pessoas que não a merecem. Teimo em ser ingénuo.

É nestas alturas que me lembro de ti. Lembro-me da tua cara, do teu sorriso, da tua determinação e força. Lembro-me do tempo em que estiveste sempre presente para mim. Dia e noite. Não me lembro de alguma vez me teres desiludido.
Dois anos passaram desde a última vez que falámos. Dois anos desde que passámos a ser estranhos um para o outro. Dois anos desde a última vez que escrevi sobre ti.
Escrevi, mas não devia ter escrito. Disse coisas sem o mínimo sentido. O orgulho falou mais alto e magoei-te ainda mais. Sabia perfeitamente que a culpa do nosso
desentendimento era única e exclusivamente minha e mesmo assim não hesitei em culpar-te a ti. E, como se isso não bastasse, recusei-me a pedir desculpa. Conheço-te desde que éramos crianças e não tive a humildade de admitir o meu erro.
Queria tanto voltar atrás. Queria tanto ter-te aqui. Não por ser agora nem por precisar pois já tenho saudades tuas há imenso tempo. Só porque sinto a tua falta, só porque gostava de te ter de volta.

Conheço muita gente que passa a vida a dizer : "
Só me arrependo do que não fiz!" (para mim essa frase não passa disso mesmo, uma frase) Já eu, arrependo-me de milhares de coisas que fiz no passado, mas sem dúvida alguma, o que aconteceu connosco é a que me arrependo mais.
Abdicava do que fosse preciso para ter a tua amizade. Sem pestanejar.


Nunca to disse durante este tempo todo, mas mesmo sabendo que não vais ler estas palavras tolas, nem tão pouco pensar nisso, desculpa.

Desculpa pelo meu orgulho estúpido, desculpa por te ter magoado, desculpa por ter falhado perante ti. Podia ter falhado perante outra pessoa qualquer que não me ia importar, mas perante ti não. Não podia mesmo. E principalmente, desculpa por não me ter desculpado.

9 de junho de 2010

Untitled I

Confesso que ultimamente não tenho passado grande tempo com amigos. Não são aqueles com quem estou todos os dias, não. A grande maioria desses são apenas "conhecidos" e colegas de trabalho. Para grande tristeza minha, com os Amigos não tenho convivido.


A distância, os empregos, as faculdades, as namoradas e namorados, no fundo, as escolhas da vida, fazem com que muitas das vezes não seja possível estar com eles. Ou pelo menos com todos eles e com a frequência que desejo. E isso reflecte-se em mim, na minha maneira de estar, na minha maneira de ser.

Talvez (quase de certeza) por isso mesmo tenho cometido erros. Erros que um dia prometi a alguns deles que não voltaria a cometer. Por algum tempo esqueci-me de valores que cada um deles, ao longo do tempo e á sua maneira, me foram embutindo. Desviei-me do percurso.

Felizmente, e num mero acaso, encontrei uma amiga de longa data. Daquelas que apesar da distância está sempre presente, e de vez em quando aparece como que por magia e faz ficar tudo bem.
Tivemos uma longa conversa. E que falta que ela me fazia.

No meio dessa mesma conversa, ela chamou-me á atenção de alguns erros que eu andava a cometer. Coisas que era impensável ela saber tendo em conta que já não estávamos juntos á bastante tempo..
Eu perguntei: - " Como é que tu sabes disso? Eu já nem me lembrava de te ver! "
Ela, com aquele sorriso "maroto" respondeu com o seu tradicional carisma e personalidade: - " Eu sei de tudo."

Tremi. Os calafrios invadiram-me o corpo. Não queria falar sobre o assunto. Suponho que não a queria preocupar, mas no fundo o que tinha mesmo era medo. Medo de a desiludir. Outra vez.

Mas falei. Sempre com aquele frio na espinha, disse tudo o que tinha a dizer. Ela, nem uma palavra. Nem uma expressão facial. Apenas ia bebendo o seu chá e olhava pa mim. Quando acabei, pedi desculpa.
Ela lá ralhou (bastante) comigo e no fim abraçou-me. O frio desapareceu. O calor daquele abraço dava para aquecer uma cidade inteira. Mais importante que isso, desculpou-me. Pôs-me de volta ao meu percurso. Ao nosso percurso.

Passámos a tarde a rir , a relembrar histórias, a pensar como as coisas poderiam ter sido diferentes se todos nós tivessemos escolhido outros caminhos. Perguntei-lhe, " Será que ainda estaríamos todos juntos? Como será o futuro? Já pensaste? Será que daqui a dez anos ainda nos vamos conhecer uns aos outros? "
Ela respondeu muito sorridente: "O que é que isso interessa? Não estamos juntos agora?"
Despedimo-nos com o tradicional "Até logo."

Fiquei a pensar no que ela disse. Será que não interessa mesmo?

Não. Interessa o hoje. Interessa o ontem.
Com eles bebi, fumei, alucinei, falei. Com eles ri, chorei, critiquei, apoiei. Com eles fugi e voltei. Por eles copiei e a aulas faltei. Com eles lutei. Vencemos algumas vezes, e celebrámos juntos. Perdemos em bastantes, e juntos erguemo-nos de novo. Muitas foram as vezes que juntos errámos. Mas sem dúvida alguma que, foi graças a todos voces, cada um á sua maneira, que hoje sou o que sou.

Com todos vocês, VIVI. Obrigado.


A felicidade plena é uma utopia. Mas se por acaso existisse, com certeza que só a teria com estes amigos.

E garanto não volto a cometer os mesmos erros. Jamais.

Rossi



"Torna presto Valentino."

11 de maio de 2010

Saudade

Parece que há lágrimas que não secam nunca. Não sei de onde vêm , tão depressa, ditatoriais, impondo - se quando digo o teu nome, como paga pela veleidade de te enunciar, de te ir enunciando a medo, timidamente, anos depois da tua ausência ( teimam em dizer -me que morreste)

Continuo a ver - te na rua
e nos jardins
e no céu
e nos textos
e nos olhos de despedida do avô

Continuo a ouvir - te cantar e o teu riso habita a porta da tua casa
a tua gargalhada, aquela que me devolvia a alegria e resgatava sempre do sítio mais escuro onde estivesse

Ouves - me?

Sinto - te ao meu lado á lareira, sem trocarmos palavra, aos olhos, a fogueira vai ardendo, os nossos soluços sem idade, a noção da perda, da saudade que já sentíamos um do outro.

Lembro -me das tuas lágrimas - choravas muito por coisas bonitas, o mundo emocionava - te, ensinaste - me isso, esse arrepio de estarmos vivos e testemunharmos a beleza como um roubo, um assalto permitido, a alegria da desobediência, o imperativo de sermos felizes.

Lembro -me das tuas lágrimas- choravas quando se celebrava o amor, pleno, livre ou censurado, o amor verdadeiro, aquilo que nos move.


Não consigo enunciar o teu nome. Evoca -me as lágrimas ditatoriais. Procuro -te, sou pequenino outra vez, dá -me a mão, vamos passear.


Teimam em dizer -me que morreste

Como?! Se continuo a ver - te na rua?

7 de maio de 2010

Regresso

Acho que estou de volta aos posts. Não sei porquê nem por quanto tempo, mas provavelmente irá ser por pouco.


Suponho que depende do que haja por dizer de mim, para mim.