Teimo em depositar falsas esperanças em quem não as merece. Teimo em depositar confiança nas pessoas que não a merecem. Teimo em ser ingénuo.
É nestas alturas que me lembro de ti. Lembro-me da tua cara, do teu sorriso, da tua determinação e força. Lembro-me do tempo em que estiveste sempre presente para mim. Dia e noite. Não me lembro de alguma vez me teres desiludido.
Dois anos passaram desde a última vez que falámos. Dois anos desde que passámos a ser estranhos um para o outro. Dois anos desde a última vez que escrevi sobre ti.
Escrevi, mas não devia ter escrito. Disse coisas sem o mínimo sentido. O orgulho falou mais alto e magoei-te ainda mais. Sabia perfeitamente que a culpa do nosso desentendimento era única e exclusivamente minha e mesmo assim não hesitei em culpar-te a ti. E, como se isso não bastasse, recusei-me a pedir desculpa. Conheço-te desde que éramos crianças e não tive a humildade de admitir o meu erro.
Queria tanto voltar atrás. Queria tanto ter-te aqui. Não por ser agora nem por precisar pois já tenho saudades tuas há imenso tempo. Só porque sinto a tua falta, só porque gostava de te ter de volta.
Conheço muita gente que passa a vida a dizer : "Só me arrependo do que não fiz!" (para mim essa frase não passa disso mesmo, uma frase) Já eu, arrependo-me de milhares de coisas que fiz no passado, mas sem dúvida alguma, o que aconteceu connosco é a que me arrependo mais.
Abdicava do que fosse preciso para ter a tua amizade. Sem pestanejar.
Nunca to disse durante este tempo todo, mas mesmo sabendo que não vais ler estas palavras tolas, nem tão pouco pensar nisso, desculpa.
Desculpa pelo meu orgulho estúpido, desculpa por te ter magoado, desculpa por ter falhado perante ti. Podia ter falhado perante outra pessoa qualquer que não me ia importar, mas perante ti não. Não podia mesmo. E principalmente, desculpa por não me ter desculpado.
12 de julho de 2010
Untitled II
Tags Momentos
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2 comentários:
porque não lhe contas? A regina merece saber!
beijo
A quem devo o prazer do comentário?
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